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​11 de janeiro - Dia de Controle da Poluição por Agrotóxicos

11 de janeiro é o Dia de Controle da Poluição por Agrotóxicos, dia de abrir o olho e se conscientizar para o problema durante ano inteiro.

Todos ouvimos falar dos perigos que os agrotóxicos representam para a saúde dos consumidores, mas pouco se fala dos imensos prejuízos causados à saúde dos agricultores e do planeta, e da interconexão entre todas essas facetas do problema.

Ao aplicar agrotóxicos em suas lavouras, os agricultores estão envenenando-se gradualmente, mesmo utilizando equipamentos de proteção, além de poluírem a própria terra, a de seus vizinhos, o ar, a água de suas propriedades e de várias outras pessoas, em uma escala tão grande que é difícil de mensurar.

Porém, não devemos culpar os agricultores pelo uso de agrotóxicos. A pressão por seu uso no campo é muito grande, e na publicidade enganosa do produto constam mais os supostos benefícios de sua utilização do que as reais consequências. Mesmo assim, podemos fazer a nossa parte como consumidores, boicotando os produtos carregados de agrotóxicos e optando pelos orgânicos das feiras, deixando de lado a ideia de que os orgânicos são mais caros. Uma pesquisa exibida no documentário “O Veneno está na Mesa II”, mostra que os produtos orgânicos não são, em sua maioria, mais caros, e muitas vezes podem até mesmo ser mais baratos.

Outro problema ligado aos agrotóxicos é que, embora não seja uma regra geral, seu uso geralmente vem associado à monocultura, que esgota o solo em poucos anos, levando pequenos agricultores ao êxodo rural, e ao desmatamento por parte dos latifundiários. Também não podem ser esquecidos os agrotóxicos que são utilizados em associação com transgênicos, que transformam os agricultores em verdadeiros servos de empresas multinacionais, representam um perigo duplo para a saúde dos consumidores, prejudicam a agricultura familiar, e são um perigo para a biodiversidade.

Segundo a Dra. Vandana Shiva, “quando nos convertemos à agricultura biológica, não apenas temos uma diminuição de 40% na emissão de gases do efeito estufa, mas também trazemos de volta o carbono ao solo, reciclando matérias orgânicas, conferindo fertilidade ao solo.”

É necessário que exijamos o fim da utilização dos agrotóxicos, e mais do que isso, que com o nosso poder de consumidores, passemos a adquirir produtos orgânicos, dando suporte à agricultura familiar sustentável.

Uma agricultura limpa, rentável e sustentável, com controle de pragas alternativo e sem riscos, é perfeitamente possível, e já está sendo praticada no Brasil e no mundo.

Texto: Leonardo Brockmann

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