Pela Promoção dos Direitos das Juventudes

Rede Ecumênica da Juventude (REJU)

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Nota: Solidariedade à KOINONIA

A Rede Ecumênica de Juventude (REJU) declara publicamente nossa repulsa ante as recentes manifestações de setores da imprensa, que colocaram em jogo a idoneidade de KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, uma importante organização do movimento ecumênico na luta por Direitos. KOINONIA tem uma longa experiência com o trabalho de prevenção do HIV/AIDS, possui um Programa Saúde & Direitos e um significativo projeto: AIDS e Igrejas, além de um trabalho com juventudes, com mulheres, com quilombos e comunidades tradicionais. 

Com a notícia publicada pela Folha de São Paulo, há uma insinuação que o contrato assinado entre o Ministério da Saúde e KOINONIA foi resultado de uma influência familiar. Para a Folha, o problema reside no fato do ministro da saúde, Alexandre Padilha, ser filho de Anivaldo Padilha, um dos fundadores de KOINONIA e secretário de planejamento da organização entre janeiro de 2007 e setembro de 2009, ano em que Alexandre Padilha assumiria o Ministério de Relações Institucionais do Governo Lula. 

Entendemos que KOINONIA - enquanto Organização da Sociedade Civil - tem total liberdade de participar dos editais de origem governamental ou não. Desse modo, não acreditamos que o parentesco entre o ministro da saúde e o ex-secretário da organização seja motivo suficiente para impedir a manutenção desta importante parceria na prevenção do HIV/AIDS. Como se sabe, a aprovação em editais segue critérios técnicos rigorosos, pelos quais KOINONIA foi aprovada. Além disto, como divulgado em Nota Pública, assinada por seu diretor executivo, Rafael Soares, durante esses 20 anos, KOINONIA firmou convênios, parcerias e contratos de cooperação com organismos internacionais e grande parte da receita da entidade é obtida por meio do financiamento de organizações internacionais. Em 2013, por exemplo, do total do orçamento de KOINONIA, 85,96% foi composto por doações internacionais e nacionais não-governamentais. Os recursos governamentais compuseram 14,04% da receita. 

Novamente, KOINONIA recebe acusações infundadas da Mídia, numa tentativa clara de deslegitimar um trabalho pautado pela busca incessante da justiça e de uma vida digna para todas as pessoas. Em outro momento, a acusação infundada veio em relação ao trabalho que esta organização realiza com Quilombos. KOINONIA trabalha com o Quilombo da Marambaia, que está numa grande disputa com a Marinha. Essas tentativas midiáticas seguem um movimento antigo no Brasil: a criminalização dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil. 

Anivaldo Padilha é um companheiro da causa ecumênica, mestre de tod@s nós que construímos a REJU. Ex-preso político, atualmente coordena os trabalhos do GT Igrejas e a Ditadura Militar, da Comissão Nacional da Verdade. KOINONIA é uma das organizações que fomentam e apoiam grandemente a REJU em sua mobilização em prol da garantia dos direitos das juventudes. Conhecemos a sua atuação, não por boatos e factoides, mas por caminharmos juntos na construção de uma casa comum guiada pela solidariedade e comunhão. 

Acusações infundadas, sem constatação de nenhuma irregularidade, como estas que a Folha de São Paulo apresentou ontem, nos fazem sempre caminhar pela democratização dos meios de comunicação, por uma mídia que reconheça a pluralidade de perspectivas e que não seja orientada por um oligopólio que serve aos interesses dos mesmos grupos políticos que sustentam desigualdades e injustiças em nosso País. 

Solidariedade à KOINONIA! Solidariedade a Anivaldo Padilha! 

Rede Ecumênica da Juventude