Pela Promoção dos Direitos das Juventudes

Rede Ecumênica da Juventude (REJU)

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REJU e UNIPOP discutem o extermínio da juventude

 O Instituto Universidade Popular (UNIPOP), em parceria com a Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Belém, promoveu no dia 3 de setembro o Seminário Extermínio da Juventude. O evento, que contou com a parceria da Rede Ecumênica de Juventude (Reju), ocorreu no período das 9h às 17h, no Porão Cultural da Unipop e contou com a participação de especialistas em violência, dentre eles, o sociólogo Raul Navegantes, do Observatório da Violência da Universidade Federal do Pará (UFPA); e Lúcia Isabel Silva, da ONG Sodireitos.

Um dos objetivos da programação foi fortalecer a Campanha contra o Extermínio da Juventude, por meio de uma articulação promovida por diversas organizações, na perspectiva de fazer a sociedade brasileira debater sobre as diversas formas de violência contra o público juvenil, relatadas, sobretudo, na mídia local e nacional.
 
A expectativa é avançar no debate e, ao mesmo tempo, desencadear ações que possam apontar alternativas de mudanças de vida dos jovens, os quais são tanto vítimas, como autores de homicídios.

Segundo o coordenador do seminário, o geógrafo e educador da UNIPOP Gilson Dias, de 24 anos, ao realizar o seminário, a organização pretende articular o enfrentamento ao extermínio dos jovens no Pará. “Será um momento de encontro e reflexão sobre a situação da juventude no Estado. Por isso, convidamos os movimentos e organizações voltadas para garantir os direitos da juventude, principalmente, à vida, somarem conosco na perspectivas de criação de propostas de políticas publicas para nós, jovens”, ressalta.

Homicídios - Segundo o Mapa da Violência 2011, divulgado em fevereiro deste ano, divulgado ontem pelo Ministério da Justiça, a violência tende a crescer na Região Metropolitana de Belém. O documento revela que o número de homicídios em dez anos cresceu 189,3%. Entre 1998 e 2008, o total de assassinatos saltou de 403 para 1.166, o que significa mais de 97 homicídios por mês.

O mapa aponta que entre as vítimas, 287 estavam na faixa etária de 15 a 24 anos. A evolução de casos é a terceira maior do País, atrás somente das regiões metropolitanas de Salvador (435,1%) e de Curitiba (197,7%). Além disso, constatou-se 47 homicídios para cada cem mil habitantes somente na capital. Um dado preocupante, pois em 1998, esta taxa era de 29,1 para cada cem mil, o que a faz ocupar a sétima posição em número de homicídios.

Itupiranga é outro município paraense - com até 10 mil habitantes ou mais – que aparece como o mais violenta do País. A taxa de homicídios no município é de 160,6 a cada grupo de cem mil habitantes. Marabá aparece em quarto com a marca de 125 para cada cem mil habitantes. No total, 17 municípios do Estado aparecem entre os cem desse ranking.

reju UNIPOP