Pela Promoção dos Direitos das Juventudes

Rede Ecumênica da Juventude (REJU)

Notícias

REJU-SP: do Rio à Sampa!

11-09-2012

Raquel Catalani

No sábado do último dia 25 de agosto, a REJU São Paulo realizou mais um dos seus encontros bimestrais. Com o tema Do Rio à Sampa: o que faremos com a nossa cidade?, o encontro trouxe a proposta de debate sobre os assuntos ligados à justiça social e ambiental, uma conversa pós-Rio+20. O encontro foi realizado no Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, organização parceira e a quem a REJU-SP tem se aproximado.

Como mística de abertura, o participante Carlos Beltrán provocou-nos com uma reflexão sobre a Criação e o/a Criador/a a partir da observação de uma flor, arrancada de seu galho, sem a nutrição da seiva. Para começar a conversa, @s participantes da REJU-SP – Felipe Itaboraí, Maryuri Mora e Leonara Almeida – trouxeram suas experiências e reflexões sobre suas participações na Caravana da Juventude Ecumênica na Cúpula dos Povos (Rio +20), mostrando para nós as suas visões de: Lá no Rio, como foi?. 

A conversa continuou com a importante intervenção de Carlos Gimenes, jovem sociólogo que trabalha com avaliações de impactos socioambientais. Carlos compartilhou algumas informações e suas perspectivas de Como anda esse ‘meio’ ambiente do Brasil?. Pensando desde uma perspectiva mais global, como as questões das falsas soluções da “economia verde” e outras questões políticas e econômicas relacionadas à Rio+20, até problemas mais pontuais como os envolvidos com a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e com o Novo Código Florestal.

Para arrematar o debate, Renê Ivo Gonçalves, secretário executivo do Centro Gaspar Garcia, ajudou-nos a refletir sobre a pergunta: E em Sampa, como faz?. Para pensarmos sobre os problemas socioambientais e a nossa cidade, Renê apresentou-nos uma perspectiva e uma experiência de militância e atuação na cidade de São Paulo, falando sobre importantes trabalhos realizados no Centro Gaspar Garcia com a população em situação de rua, com catador@s de lixo, com o MST, com a comunidade indígena Guarani, entre outros. Além disso, Renê falou sobre a importância de se viver em rede, ligad@s em parcerias, atent@s aos problemas e dispost@s a fortalecermos as lutas uns dos outros. Como bem disse: “a rede acontece naturalmente, basta se comunicar e se engajar!”

Depois das comilanças habituais, voltamos para um segundo momento de conversa: Pensando e organizando a REJU-SP. Este foi o momento para discutirmos e repensarmos nossa organização e nossas dinâmicas locais, definirmos atividades, datas e grupos de trabalho – aquele tempo para anunciar esperanças e profetizar acontecimentos.

E no “abraço da paz”, como nossa despedida de até logo, recebemos as palavras abençoadoras de Rubem Alves através do nosso rev. Luciano Lima: "Para vós invoco os prazeres que voam nos ventos e as alegrias que moram nas cores: beleza, harmonia, encantamento, magia, mistério, poesia: que essas potências divinas lhes façam companhia (...).”

REJU-SP: do Rio à Sampa!